A Última Pagodeira Futurista

Sob aplausos e vaias, organizada com o apoio das famílias mais aristocráticas de São Paulo, a Semana de Arte Moderna escandalizou seus patrocinadores. Durante três dias – 13, 15 e 17 de fevereiro – pintores, escultores, arquitetos, compositores, músicos e poetas compareceram ao Theatro Municipal.

Inspirados pelas comemorações dos 100 anos de independência do Brasil, os “futuristas” de 1922, como o público, à época, insistia em chamá-los, fizeram de tudo um pouco: quebraram os padrões tradicionais, a partir de perspectivas individuais, impulsionadas pelo progresso tecnológico; inovaram a linguagem, as formas e os efeitos de cores e, sobretudo, bancaram o “primeiro esforço conjunto para olhar o Brasil moderno”, a partir das vanguardas europeias interpretadas segundo a identidade local (inauguraram “a brasilidade”).

À época, alguns críticos entenderam a repercussão do festival de arte moderna. Outros negaram essa relevância. Fato é que passados cem anos, o evento ainda desperta polêmicas e revisões. Vivemos o impacto da “última pagodeira” até hoje? É o que vamos  colocar em debate nesta palestra que trata sobre artes visuais, história e brasilidade.

Data: 07/04/2022, às 19h00

Local: Redes Sociais | Estudo e Leitura

Atrações: Palestra

Website: https://www.youtube.com/watch?v=qyJLTzJF960

Evento aberto ao público
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