Conheça os três principais museus literários de São Paulo
Publicação: 10/09/2021

Visitações são gratuitas e devem ter horário agendado

No último mês, os três Museus Literários de São Paulo voltaram a receber visitantes gratuitamente de terça-feira a domingo, das 10h às 18h. No entanto, é necessário agendar os passeios com antecedência porque o número de visitantes continua limitado. São apenas 15 por hora na Casa das Rosas, seis na Casa Mário de Andrade e cinco na Casa Guilherme de Almeida. Veja, a seguir, como é a experiência em cada museu:

Casa das Rosas

Museu Casa das Rosas
A Casa das Rosas foi projetada pelo célebre escritório Ramos de Azevedo e ficou pronta em 1935. Crédito: PedroBDoprattsen/Wikimedia Commons

Casa das Rosas se dedica à poesia, literatura, cultura e preservação do acervo bibliográfico de Haroldo de Campos, um dos criadores do movimento da “poesia concreta”, na década de 1950. O museu está instalado em um imponente casarão de 1935 da Avenida Paulista, número 37, que foi projetado pelo escritório Ramos de Azevedo (mesmo da PinacotecaTeatro Municipal e Mercadão). Para visitá-lo, é necessário reservar horário no site: cada tour dura cerca de 45 minutos, já que os 15 minutos finais de cada hora são usados ​​para higienizar os ambientes antes da entrada do próximo grupo.

Antes da pandemia, o espaço sediava uma intensa programação de atividades gratuitas, como oficinas de criação, palestras, ciclos de debates, exposições, apresentações literárias, saraus, lançamentos de livros e concertos. Enquanto os eventos presenciais não são retomados, o “Simpósio Haroldo de Campos 202: A Tradução do Micro ao Macro” reunirá os principais estudiosos e tradutores das obras do poeta em uma videoconferência pelo Zoom, a partir de 21 de setembro. É preciso fazer inscrição pelo site.

Casa Guilherme de Almeida

Casa Guilherme de Almeida
A Casa Guilherme de Almeida foi a primeira instituição não-acadêmica a manter um Centro de Estudos de Tradução Literária no Brasil. Crédito: André Hoff/Divulgação

O sobrado amarelo no número 187 da Rua Macapá, no bairro de Perdizes, foi onde um dos mentores do movimento modernista brasileiro, Guilherme de Almeida, viveu de 1946 até a sua morte em 1969. Dez anos depois, o local passou a funcionar como um museu que reúne os móveis, obras de arte e objetos pessoais do poeta, tradutor e jornalista, incluindo mais de 15 mil livros, gravuras, esculturas e pinturas. Hoje, a Casa Guilherme de Almeida é uma referência nacional por ter sido a primeira instituição não-acadêmica a manter um centro de estudos de traduções literárias e por ter preservado a memória de um importante período da história de São Paulo.

Ali dentro, o visitante encontra uma série de atividades gratuitas relacionadas a literatura traduzida, jornalismo, teatro e cinema, além de exposições temporárias. A que está em cartaz atualmente traz livros raros de outros autores modernistas, como “Pauliceia Desvairada”, de Mário de Andrade, e “ Pau Brasil  , de Oswald de Andrade. Cada tour dura cerca de 1h30. O agendamento deve ser feito pelo e-mail educativo@casaguilhermedealmeida.org.br ou pelo telefone (11) 3672-1391.

Casa Mário de Andrade

Museu Casa Mário de Andrade
Casa Mário de Andrade está aberta de terça a domingo, das 10h às 18h, mediante agendamento prévio e limite de seis pessoas por hora. Crédito: Governo do Estado de São Paulo/Divulgação

A residência onde Mario de Andrade viveu na Barra Funda entre as décadas de 1920 e 1940 foi dividida em quatro espaços que exploram, respectivamente, no seu perfil multifacetado, a sua ligação com a música, com a literatura e com as artes plásticas. Porém, há também ambientes dedicados a funções temporárias como a “Fantoches da Meia-Noite “, sobre as gravuras em que o pintor Di Cavalcanti retratou crônicas da vida noturna carioca.

A visita pelo museu dedicado a um dos expoentes do modernismo brasileiro dura aproximadamente 45 minutos. Assim como na Casa das Rosas, os 15 minutos finais são usados ​​para higienizar os ambientes antes da chegada do grupo seguinte. Reserve a visita pelo site e chegue com dez minutos de antecedência na Rua Lopes Chaves, 546.

Fonte: Viagem e Turismo, por Bruno Chaise

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